Pular para o conteúdo
Guia de Passeios
Destinos

Lençóis Maranhenses tem uma época certa para ver as lagoas cheias, e quem chega fora dela encontra só dunas secas no lugar do cartão-postal

As lagoas dependem da chuva para existir. Entender o calendário do parque muda completamente o planejamento da viagem.

Publicado Atualizado
Leitura 3 min
Dunas brancas com lagoas azuis entre elas
Ilustração de exemplo. Troque por uma foto real.

A imagem aparece em quase todo feed de viagem. Dunas brancas até o horizonte e, entre elas, lagoas de um azul tão forte que parece filtro. Muita gente fecha o pacote só por causa dessa foto.

No entanto, uma parte dos turistas desembarca no Maranhão e encontra outro cenário. As dunas continuam lá, mas as lagoas viraram poças rasas ou simplesmente desapareceram. E a culpa não é do guia nem da agência.

A explicação está em um detalhe que pouca gente confere antes de comprar a passagem. Ele tem a ver com a forma como essas lagoas nascem e, principalmente, com o mês escolhido para a viagem.

As lagoas aparecem e somem

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses ocupa mais de 150 mil hectares no litoral do Maranhão. Em 2024, a área entrou para a lista de Patrimônio Mundial da Unesco, o que aumentou ainda mais a procura.

Água da chuva: as lagoas são formadas quase só pela chuva que cai na região. Além disso, uma camada de rocha pouco permeável abaixo da areia impede que a água escoe rápido, e ela fica presa entre as dunas.

Por isso, o cenário muda bastante ao longo do ano. Sem a estação chuvosa, não existe água suficiente para encher os vales entre as dunas, e o famoso cartão-postal simplesmente não se forma.

A época certa para ver as lagoas cheias

As chuvas na região costumam se concentrar entre janeiro e junho. Assim, as lagoas começam a encher no início do ano e atingem o nível mais alto logo depois que a chuva perde força.

Melhor período: de junho a setembro, com julho e agosto como os meses mais procurados. Nessa fase, o céu fica mais aberto e as lagoas seguem cheias, com água morna para banho.

Em seguida, a partir de outubro, o nível começa a baixar. Ou seja, quem viaja no fim do ano corre o risco de encontrar muitas lagoas secas, sobretudo depois de um período de chuva fraca.

Por onde chegar ao parque

A principal porta de entrada é Barreirinhas, a cerca de 250 km de São Luís. A cidade reúne a maior parte das pousadas e das agências que fazem os passeios de 4×4 pelas dunas.

Os dois circuitos mais procurados a partir dali são o da Lagoa Azul e o da Lagoa Bonita. Dessa forma, mesmo em uma viagem curta já dá para conhecer o essencial do parque.

Além disso, há bases mais tranquilas para quem quer fugir do movimento. Atins é um vilarejo na foz do rio Preguiças, enquanto Santo Amaro do Maranhão dá acesso a lagoas menos visitadas.

O que conferir antes de fechar a viagem

Antes de tudo, desconfie de fotos antigas em anúncios de pacotes vendidos fora da temporada. Depois, pergunte à pousada ou à agência como estão as lagoas naquela semana. Quem trabalha com passeios na região acompanha o nível da água de perto.

Por fim, lembre que não há estrutura no meio das dunas. Portanto, leve água, protetor solar e chapéu, mesmo nos passeios mais curtos.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X Telegram

Gabriel Yuri

Editor-chefe

Editor-chefe do Guia de Passeios, site de turismo editado em Anápolis (GO). Escreve e edita as matérias de destinos, roteiros e dicas de viagem.

Comentários

O autor da mensagem, e não o Guia de Passeios, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de uso.

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.