Cidade do litoral de SP apontada entre os melhores destinos ecológicos do planeta tem botos na frente do cais, ilha só de barco e ostra tirada do mangue
Cananéia fica a cerca de 270 km da capital, guarda uma das áreas de mangue mais preservadas do país e ainda passa longe do litoral lotado.

- Cananéia, no litoral sul de SP, foi apontada pela revista Condé Nast Traveler entre os melhores destinos ecológicos do planeta.
- A Ilha do Cardoso só tem acesso de barco e os botos-cinza aparecem com frequência na frente do cais da cidade.
- A cidade fica a cerca de 270 km de São Paulo pela Régis Bittencourt, em uma viagem de umas 4 horas.
Resumo gerado com apoio de inteligência artificial.
O barco ainda nem saiu do cais quando alguém aponta para a água. Uma barbatana cinza aparece, some e volta logo adiante. Quem está ali pela primeira vez demora a entender que aquilo é rotina, e não sorte.
A cena acontece numa cidade pequena do litoral sul de São Paulo, longe dos congestionamentos de descida da serra e das praias disputadas palmo a palmo no verão. Por isso, muita gente que mora a poucas horas dali nunca ouviu falar do lugar.
No entanto, uma revista americana de viagem já colocou essa cidade numa lista que costuma ter nomes bem mais famosos. E o motivo vai além das praias.
Que cidade é essa
É Cananéia, no extremo sul do litoral paulista, já perto da divisa com o Paraná. A revista Condé Nast Traveler apontou o município entre os melhores destinos ecológicos do planeta, segundo reportagens do Correio Braziliense e do São Paulo Secreto.
Além disso, a cidade faz parte do Lagamar, região de estuários, ilhas e mangues que integra as áreas de Mata Atlântica reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Ou seja, o turismo ali gira em torno de natureza preservada, e não de orla cheia de prédios.
A cidade também carrega muita história. Martim Afonso de Souza passou pela região em agosto de 1531, e o centro histórico ainda tem ruas de pedra, casarões coloniais e a Igreja de São João Batista, do século 16.
O que fazer em Cananéia
| Passeio | Como é | Avaliação |
|---|---|---|
| Ilha do Cardoso Parque estadual | Mais de 22 mil hectares de Mata Atlântica, praias desertas e trilhas. Acesso só de barco. | Imperdível |
| Baía dos Golfinhos Passeio de barco | Os botos-cinza costumam acompanhar as embarcações e aparecem até na frente do cais. | Imperdível |
| Comunidade do Marujá Vila caiçara | Casas simples, mar calmo e um ritmo de vida bem diferente da cidade grande. | Dia inteiro |
| Quilombo do Mandira Turismo comunitário | A comunidade quilombola cultiva ostras de forma sustentável e recebe visitantes. | Agende antes |
| Centro histórico A pé | Ruas de pedra, casario colonial, igreja do século 16 e o museu municipal. | Meio período |
Ilha do Cardoso: o parque estadual foi criado em 1962 e reúne trilhas, cachoeiras, comunidades caiçaras e sambaquis. Como não há ponte, o caminho é sempre pela água, em barcos que saem da região do cais da cidade.
Em seguida, vale reservar um tempo para a Baía dos Golfinhos, entre Cananéia, a Ilha Comprida e a Ilha do Cardoso. Assim como na cena do início, os botos-cinza aparecem com frequência perto dos barcos, principalmente quando estão se alimentando.
Os sambaquis, montes de conchas deixados por povos pré-históricos, têm entre 4 mil e 6 mil anos na região do Lagamar. Os mais antigos são anteriores às pirâmides do Egito.
A comida que vem do mangue
Cananéia é chamada de capital da gastronomia do Vale do Ribeira. Isso porque os restaurantes trabalham com peixe fresco, camarão e, principalmente, ostras.
As ostras saem dos mangues da própria região, e boa parte é vendida direto pelos coletores. No Quilombo do Mandira, por exemplo, o cultivo é feito de forma sustentável, e a visita ajuda a manter a renda da comunidade.
Como montar dois dias na cidade
- Dia 1, manhã Passeio de barco pela Baía dos Golfinhos, saindo do cais.
- Dia 1, tarde Caminhada pelo centro histórico, igreja e museu municipal.
- Dia 2, dia inteiro Travessia para a Ilha do Cardoso, com trilha e praia no Marujá.
- Dia 2, fim de tarde Ostras frescas antes de pegar a estrada de volta.
Como chegar
De São Paulo, são cerca de 270 km pela BR-116, a Rodovia Régis Bittencourt, em umas 4 horas de carro. Não há aeroporto na região, portanto quem vem de longe costuma voar até a capital e seguir de carro ou ônibus.
Por fim, lembre que as ilhas e praias mais bonitas dependem de barco. Dessa forma, vale fechar os passeios com antecedência na alta temporada e confirmar horários de saída e de volta antes de embarcar.
- Protetor solar e repelente, por causa do mangue
- Dinheiro em espécie para as comunidades
- Calçado para trilha na Ilha do Cardoso
- Passeios de barco reservados com antecedência
Editor-chefe
Editor-chefe do Guia de Passeios, site de turismo editado em Anápolis (GO). Escreve e edita as matérias de destinos, roteiros e dicas de viagem.
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